Ervas não são propriedade de uma única crença
Mais uma formação de monitores do Projeto Caminho das Folhas, do Edital Mãe Gilda de Ogum do Ministério da Igualdade Racial – MIR e da Fiocruz, foi realizada, através da parceria dos programas de extensão IFAL Raízes Conectadas e UNCISAL Raízes Conectadas, no dia 13 de março, no IFAL – Campus Marechal Deodoro.
A formação foi ministrada por Sandra Bomfim, professora de políticas afirmativas da Uncisal, coordenadora do programa de extensão Uncisal Raízes Conectadas e Mãe de Santo de Iansã do Ilê Axé Águas de Fogo em Marechal Deodoro e coordenadora do Instituto Cultural Indígena-afro Caminho das Pedras de Katuá, a indígena Mãe Bebé do Terreiro de Katuá, em Pariconha, no Alto Sertão e pelo católico praticante Manoel Messias, coordenador da Horta Riacho das Cabreiras, nas Malhadas e aluno de Letras do IFAL.
Todos os formadores são consultores do Projeto Caminho das Folhas. O coordenador do Núcleo de Estudos afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) Fabrício Tavares e o coordenador do programa de extensão Ifal Raízes Conectadas afirmaram que a atividade formativa está inserida no Letramento Étnico-Racial promovido pelo Neabi Ifal Marechal, como consequência da parceria interinstitucional, tendo o projeto do edital Mãe Gilda de Ogum como um parceiro importante.
O objetivo da formação foi entender o uso das plantas: as ervas não são propriedade de uma única crença, mas sim um patrimônio ancestral compartilhado por diversas religiosidades para fins medicinais e litúrgicos. “Dessa forma, o racismo ambiental e institucional perde espaço em nosso território. Pessoas de várias religiosidades se unem em torno do Projeto Caminho das Folhas e mostram a potência da parceria com o Neabi, possibilitada pelo Professor Fabrício Tavares”, concluiu Sandra Bomfim.








